Aê, todo mundo

Seja bem vindo. Não espere boas maneiras ou mensagens edificantes!
Lembre-se: esse papo de 'só o amor constrói' é balela: quem constrói é o pedreiro.

terça-feira, julho 18, 2006

Há horas que eu ando querendo perguntar:
Fui eu que endoideci ou é o mundo que tá maluquecendo?

domingo, julho 16, 2006

Essa vem do Rio de Janeiro

Esse texo é o recorte de um texto do Frederico, lá do imBLOGlio Carioca. (www.imblogliocarioca.blogspot.com) A história é verídica. A nossa indignação também.
Frederico publicou e autorizou a reprodução aqui.


" O menino nasceu no Natal de 1983. Sua mãe, Solange, então com 22 anos, deu ao garoto o nome de Pierre. "Nome 'importado', vai dar sorte", confiou. Menino negro, pobre, nascido em um país de terceiro mundo, na periferia marginalizada, Pierre cresceu.
Vida difícil, dia-a-dia aprendendo as dores do mundo em casa e na rua, sob o olhar da família que, lutando contra os descaminhos sedutores da adolescência de Pierre, consegue manter o rapaz "na linha". Pierre mantém-se na escola e consegue completar o 2º grau. Seus horizontes são curtíssimos mas teve família, tem a cabeça no lugar e vai trabalhar de servente em uma obra, na região serrana. Pouco tempo depois deixa esse emprego e começa a trabalhar como operador de caixa em uma grande rede de supermercados. No dia vinte e cinco de dezembro de 2005, Pierre completa 22 anos, a idade que sua mãe tinha quando ele nasceu. Está satisfeito com o que conseguiu, o emprego no supermercado parece ser estável; tem bom relacionamento com seus colegas e é bem visto na vizinhança onde ainda mora com a mãe. O ano de 2006 chega com suas novidades. "Daqui há seis meses, a Copa do Mundo!", exulta.
Em 16/01/06, uma segunda-feira, Pierre vai a uma praça encontrar com amigos depois do trabalho. Por volta da meia-noite, policiais em uma patrulha da PM, fazendo a ronda nas imediações, ouvem disparos. Se dirigem para o local e encontram Pierre agonizando. Expira.
Poucos meses depois, Solange ingressa com processo na Justiça do Trabalho, solicitando o pagamento das verbas rescisórias devidas ao filho morto, ainda não pagas pela grande rede de supermercados.
2 - Recebi um e-mail com o relato de uma amiga, mostrando-se decepcionada com a Justiça, com a forma que foi tratado seu problema e de sua mãe, com a desatenção de um Juiz com as diversas provas que ela procurava produzir. Lamenta estar decepcionada com as pessoas, com o baixo nível moral que se mostra em qualquer direção que se olhe, com "a podridão do ser humano", conforme diz. Mostro tal relato para uma colega que fica sinceramente consternada com a longa explanação e diz - corretamente - que só podemos pedir desculpas, embora nem saibamos onde se deram tais fatos. Mas há uma culpa e, ao final de tudo, é nossa - como membros do Poder Judiciário - e como cidadãos. (...)
3-O corpo de Pierre foi levado para o IML. Lá, o legista, em seu laudo, informou que Pierre morreu devido a "hemorragia interna, lesão de pulmões e traquéia, ação pérfuro-cortante", com ferimento nas costas, exibindo "ferida ovalar no dorso, em região escapular direita, compatível com entrada de PAF [projétil de arma de fogo]" e com os "pulmões transfixados nos lobos superiores (...), com o terço superior da região torácica esquerda com uma ferida (...) compatível com saída de PAF". Portanto o laudo afirma que Pierre foi alvejado aparentemente por um projétil de arma de fogo que entrou pelas costas, parte superior direita, atravessou os pulmões, destruiu sua traquéia nesse caminho, e saiu pelo peito, lado superior esquerdo do tórax.
Examinando os autos do processo trabalhista interposto contra a grande rede de supermercados, encontramos o boletim de ocorrência da polícia civil (e que integra, originalmente, o processo de investigação) afirmando sobre o mesmíssimo caso, categoricamente, em relato de um policial militar, que, além de Pierre haver sido atingido por "bala perdida", não houve testemunhas do fato e que o corpo 'foi encontrado com perfurações na cabeça'".

domingo, julho 09, 2006

Antas virtuais

confesso que sou uma anta virtual.
Só sei usar o word e o internet explorer.
Meu inglês é sofrível,
E o blogger não ajuda muito.
Por isso meu bloguinho é feinho.
Por isso o pobrezinho não tem link.

Prometo dar jeito nisso!
Em breve.

quarta-feira, julho 05, 2006

CENA URBANA #1 (método Silva de prevenir DSTs)

Sete da matina.
Parada de ônibus.
Uma senhora de 70 anos e um cidadão
no extremo da hiposuficiência econômica
-leia-se: um mendigo.
O cidadão olha pra senhora e tasca:
- a senhora quer fazer sexo?
- ..... (Silêncio apavorado).
- A senhora ainda pode fazer sexo.Mais tem qui si cuidar da AIDS.
- .... (mais silêncio apavorado)
- Assim ó: depois que a senhora transar é só lavar lá, lá mesmo
na perereca, com querozene... aí não pega AIDS!

Ah... bom saber!

(Para a amiga Luci e sua simpática tia, que contou essa história entre muitas risadas e algumas cervejas)

sábado, julho 01, 2006

e o Brasil... zifudeu!!!!

UAU!!!
A França de Zidane fez o Brasil do Salto alto
Zifuder!!!!

Que felicidade invade meu ser do contra nesse momento!
Fui, vou pro e-mule baixar La Marselhesa!
GANA 2010, COM CERTEZA!

domingo, junho 25, 2006

Cada um com seus problemas!

- Cuméquié, rapá?


- To te dizendo, isso é FODÁSTICO!


- Tá, e a troco de quê esse troço fodástico

foi parar na tua mão?


- A troco de eu ser um cara legal, oras!


- Cara legal? Tu ficou maluco?

E desde quando caras legais se dão bem?
Alôôô, terra chamando Zé Mane! Te liga, magrão!

Na vida real os mocinho só sifu...


- Ta, tu não quer acreditar...


- E que porra é essa, afinal... tu só me disse

que era um troço de outro mundo...
Serve pra que?
- Serve pra pegar mulher!
- Hauhauahuah rapá, tu tá piradinho mesmo!

Deve ser esse bagulho que tu ta usando pras espinhas


- Deixa eu ver isso!.... ta, é só um saquinho de pano!


- Ó homem de pouca fé! Tu não ta vendo que é

... tipo aquele lance... tipo assim a caixa de Pandora?


- Caixa de Pandorga? E desde quando soltá pipa ganha mulher?
- Ah, tu é mesmo um, um, um... um sei lá cara!

Tu é tosco pra caralho, mermão!

- Tá, mas de onde tu tirou esse raio desse troço?

- Um cara me deu!

- Que cara!?!?! Como é que era esse mané...

se o troço era tão bom... porque não ficou o cara com a porra do saco?
- Era um velhinho... um velhinho de barba branca

... olhos claros... ele disse que tinha chegado a hora...

- Ta e ele te explicou como o troço funciona?

- Ele disse que era pra confiar na minha intuição...

- Intuição é coisa de mulher... ou de viado! Homem não tem intuição.

Ta, mas e de onde surgiu esse Zé Mane?
- Sei lá... tava no final do expediente, correndo pra

fechar o malote e um maluco parou na minha

frente e me deu isso.
- Te deu?!?!?!!?
- Tá, o cara disse que era pra eu botar uma carta

no correio pra ele. Fui no correio, comprei selo, botei na carta....

- Ah, tu marchou com um selo, seu Zé Arruela!

- Caralho, mermão... um selo custa 30 cents... o que é 30 cents?

- Multiplica por 10 e dá uma ceva.

- Bah, qué sabê, o mané? Vá se danar! Vai ficar

enchendo a cara de ceva e voltar pra casa sozinho... só no 5 contra 1... covarde!

- Hi... olha quem falando!

- Bom, agora eu tenho um troço FODÁSTICO... nada vai me deter!

(Reza a lenda que o sujeito foi pra casa. Abriu o dito saco e uma grande luz se acendeu. No momento seguinte ele tinha se transformado no Chico Buarque... e aí pode pegar TODAS AS MULHERES DO MUNDO)
(Não mandei ler até o fim... quando eu posto borracha dá nisso.Fique à vontade pra fazer referências elogiosas a senhora minha progenitora)

Então é assim?!
Em todo o drama de segunda sempre tem aquele
personagem que não come ninguém,
Que acaba sozinho no final..
E quer dizer que coube a mim
desempenhar esse papel patético?
Que assim seja então!
Serei eu o louco da cidade, o inconveniente!
Serei o cara que proclama o armagedon em meio ao carnaval!
Gritarei noites a fio debaixo de tua janela.
Vou gritar versos de amor!
Depois nomes feios!
E vou te nomear com os nomes da natureza:
Mulher! Vaca! Cadela!
Tudo bem, eu aceito peripatético!
Eu aceito qualquer torpe migalha
que tua me ofereça em dia de culpa!
E aí serei teu cativo,
Teu louco doméstico,
Teu escracho particular!
Guardarei vigília entre tuas porcelanas e teus cristais
Toda a noite!
E deterei, impávido, a fúria dos rinocerontes!

(birita pouca é bobagem!)

quinta-feira, junho 22, 2006

Sexo Animal

...Então, no meio da savana, encontraram-se a Pantera Negra e o Tigre Branco.
Farejaram-se,
miraram-se...
E cada um seguiu seu rumo na vasta savana.
Reencontraram-se na estação das chuvas.
Novas farejadas;
novas miradas.
contrariando a mãe natureza
jogaram-se nas garras um do outro.
Subvertendo a ordem, o ecossitema e o caralho a quatro.

... Hoje moram juntos e vivem felizes.
E até pensam nos futuros filhotes.

quarta-feira, junho 14, 2006

Acontece...

... aí a funcionária pergunta pro sujeito:

- Ah, o senhor tomava injeção todos os meses...
e onde o senhor tomava injeção?
- Nas nádegas da bunda, senhora!

sábado, junho 10, 2006

Batismo de fogo

“Aquela noite prometia. Era quinta-feira, janeiro. Um calor dos diabos. E todos os machos da cidade pareciam no cio. Foram todos pra zona. Olha, eu que fiz muuuuiiitos anos de quadra, nunca vi tanto homem junto como naquela noite. E tava tudo com o diabo no corpo, queriam tudo ali, na quadra mesmo! muitos vieram dizendo que as gurias estavam todas ocupadas... eu achei que era papo... sabe, tem muito bofe que chega nas travas aplicando esse caô-caô... mas nesse dia era verdade, não tinha nenhuma mulher na quadra quando eu cheguei... e nem era meia noite ainda!
Rochele, do alto de sua elegância conta tudo isso bebendo suco de laranja. E adoro ouvi-la falar, separando bem as sílabas, a dicção perfeita... ajeitando o cabelo “quase chanel”. Tem quase cinqüenta anos, mas conserva o corpo de uma bailarina espanhola. E o gosto por muitas bijuterias. Ela segue a história:
“Bom, às duas da manhã já tinha acontecido de tudo: Cliente bêbado querendo sair sem pagar, Bibas brigando por bobagens, adolescentes passando de carro pra zuar com todo mundo ... enfim, lá pelas tantas eu senti aquele cheiro de cilada...”
- .... como assim, mulher?
-“Tolinha, nunca sentiu cheiro de cilada? Eu volta e meia sinto... e quando eu sinto trato de sair correndo... sabe aquela coisa que te diz: te manda que vai feder? Pois é: é isso que eu chamo de cheiro de cilada... foi que nem uma vez que chegou um bofe lindo, queria fazer programa comigo, foi super gentil.. eu tava quase entrando no carro dele, aí lembrei de pegar preservativo e voltei... no meio do caminho me deu um gelo no estômago e fugi... dois meses depois tava a linda face do bonitinho na página policial, tinha matado 2 travestis... eu hein? Meu anjo da guarda não descansa... bom, mas como eu ia dizendo, nessa bendita noite eu já tinha faturado bem e tava indo embora... aí uma amiga, amiga meeeeesmo, daquelas que matam e morrem por ti, se envolveu numa briga com uma mulher que eu nunca tinha visto mais gorda... imagina, o diabo da mulher tinha uma navalha e a minha amiga tava levando a pior. Lá eu fui lá pra apartar a briga... aí chegou a polícia. Foi um furdunço daqueles! Metade do bicharedo foi acudir, era um tal de cassetete contra salto alto, dedo no olho... a fuzarca foi grande, tiveram de chamar reforço... meia hora depois tava todo mundo dentro de uma pata choca pra terminar a noite gloriosa dentro da delegacia... uó, né.
Bom, eu quase tinha escapado, quando eu vi os cana-dura chegando puxei minha amiga e saí correndo... na outra quadra, não sei de onde me sai um alibã e põe a gente na viatura. Primeiro eu fiquei passada, depois... bem, ele era lindo. Um moreno alto, olho claro... a pele também era clarinha... parecia de porcelana. Uns cabelos negros... ai, uma coisa.
Bom, aí ele encostou a viatura do lado da fuzarca e ficou lá comigo e com a minha amiga... E não é que o desgranido dava risada? Olha só, os colegas dele levando o maior sufoco das bibas e o bonito dentro da viatura rindo. Quando ele viu que o caldo ia engrossar de vez foi aí que pediu mais reforço.
Bom, depois de o bicharedo finalmente algemado gritou lá do meio do furdunço um sujeito com cara de chefão: “todo mundo pro distrito”. Quando chegou na delegacia foi aquela coisa: identifica, toma esculacho, depõe... aí quando perguntaram meu nome eu disse o nome de guerra, né, que na época era Sheila. Aí esse alibã que nos prendeu disse:
‘- Não senhora, tem muita Sheila fazendo a quadra! Sheila e Samantha eu já prendi uma 20 só esse mês.’
Aí parou na minha frente e ficou olhando bem pra mim... pensou um pouco e disse:
- 'Tu tem cara de Rochele! É, Rochele é um nome bonito!E gritou pro escrivão:
- ‘Ô amizade, essa aqui acabou de ser batizada. Põe aí, Rochele.’
"Primeiro eu fiquei passada... ora pois, vai querer mudar o meu nome! A audácia do bofe!
Bom, ele era tão bonito e foi até respeitoso... aceitei o batismo, e ali mesmo, na 2° DP fui batizada com esse nome que eu carrego até hoje.

Para Michele, que está lépida e linda abanando os cachos por Santa Cruz do Sul.