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segunda-feira, setembro 12, 2011

Dias de sol e a arte de fazer porra nenhuma

Gostaria de compartilhar com o mundo a felicidade que me acomete nos últimos dias. Não, pessoas, não ganhei na mega-sena, senhor nego véio não se transformou em exímio sambista, a senhora minha mãe não desencalhou (hei, abrindo vagas para seleção de padrasto. mande seu currículo para cá!) e, tampouco meus peitos cresceram!
O motivo de tanta felicidade são prosaicos dias luminosos no paralelo 30, com direito a azaléas libidinosamente floridas (sim eu tenho tesão em azaléas, alguém vai encará?).
e para celebrar tamanha felicidade, adivinhem o que temos feito? PORRA NENHUMA! Celebramos o sol simplesmente nos prostrando diante de sua maravilhosa luminoscênica e magnitude (caguei lendo o orélho)... veneramos o sol, simplesmente sentindo sua calorosa benção em nossos corpos de mamíferos  bípedes e metidos a besta.
Sim, queridos, somos mamíferos antes de tudo. Machos brigam para acasalar, fêmeas procuram o mais apto do bando pra fazer neném. E não venham me falar de civilização. Beethowen, Beth Carvalho, Flaubert, Zolá, Machadão, Piaf, Piazzola... tudo mamífero bípede. Somos todos uns mamíferos toscos, que produzem lixo, que são capazes de serem predadores da própria espécie sem o objetivo de alimentação. (o sangue caeté nas minhas veias dá vontade de comer carne humana... mas a suspeita de que isso vai dar um piriri danado e foder o meu fígado me faz desistir). Sentimos cheiro de comida, o cheiro da cria e corremos do perigo a fim de preservar a espécie. Os pirralhos entendem isso. As  crianças e os loucos - na sabedoria que lhes é pródiga -  cagam e andam pro fato de terem escravizado nossos corpos num padrão comportamental que nos engessa. Desfrutam das suaves delícias de saltitar na rua, rir às gargalhadas, colocar o dedão do pé no nariz e na orelha. E veja você, cidadão responsável, trabalhador, pagador de seus imposto a sua vida limitada... experimente  ser feliz  em público! (melhor não, porque a Pinel será teu destino)  e prepare-se para o linchamento moral que virá a seguir. E eu, mamífera muito da metida a besta, ao invés de falar da arte de fazer porra nenhuma debaixo do sol acabei falando da condição humana hahaha, somos mesmo uma raça muito da pretensiosa.
Tchau que agora eu vou pro sol. Tenho uma missão a cumprir... ah, cês já podem imaginar qual é, né?

5 comentários:

Marcos Satoru Kawanami disse...

parece até que fui eu que escrevi, parabéns; eu sou modesto, como você; como não, não como não, de caeté não tenho nada.

Diane Lorde disse...

Tem uma música que certamente também combina com este seu "estado de felicidade" ... lá vem o sol, lá vem o sol e eu já sei, tá legal!.r.srsrs

Engraçadinha disse...

Maravilhosa, sou sua fã total!

Olga disse...

ser feliz em público... o difícil mesmo é ser feliz; fazer isso em público é a menor das dificuldades ksladhasasjkdhslshajda

Marcos Satoru Kawanami disse...

ué, ressuscita, mulé!